Páginas

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Mais livros infantis católicos!

Atualizando novamente a lista aqui.


A Arca de Noé, de Regina Chamlian e Helena Alexandrino
A Criação do Mundo, de Regina Chamlian e Helena Alexandrino
As Parábolas de Jesus, de Elio Guerriero e Maria Steiner
Chico e Bento, de Jeanne Perego e Donata Dal Molin Casagrande
Francisco e os Animais, de Pino Madero
Jonas e a Baleia, de Regina Chamlian e Helena Alexandrino
José e Seus Irmãos, de Regina Chamlian e Helena Alexandrino
Maria, nossa Mãe do Céu, de Christine Virginia Orfeo
Tobias e o Anjo, de Regina Chamlian e Helena Alexandrino

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Livros Católicos Infantis

Atualizando a lista de livros infantis católicos que fiz ano passado.


Vida de santos

Antônio de Pádua, de Giuseppino de Roma.
A Vida de João Paulo II, vários autores.
Bernadete, de Inês Belski Lagazzi.
Catarina de Sena, de Inês Belski Lagazzi.
Clara de Assis, de Armando Moore
Damião de Molokai, de Giuseppino de Roma.
Francisco de Assis, de Giuseppino de Roma
Inês, de Inês Belski Lagazzi.
Na Trilha de um Vencedor, de Adelita Frulane
O mundo de Paulo, de Matthias Grenzer e Fabiana de Sousa
 O papa João e as crianças, de Aldina Panzetti.
 Os amigos de Jesus, do Papa Bento XVI
Os três pastorinhos de Fátima, Edições Missões Consolata
Rita de Cássia, de Inês Belski Lagazzi.
Santa Catarina Labouré, de Marie-Geneviève Roux.
Santa Luísa Marillac, de Marie-Geneviève Roux.
Santo Agostinho, meu amigo, de  Santiago Insunza.
São Vicente de Paulo, da Coleção Caminhos do Evangelho
Teresa de Lisieux, de Maria Skibel.
  
 Outros
A Santa Missa em Família, de Silvia Vecchini e Antonio Vicenti
Bíblia para Crianças, Editora Canção Nova
Braz e a primeira comunhão, de Condessa de Ségur
Coroinha do Menino Jesus, de Hyde Flávia Lobato Marinho Dias
Mãezinha de Muitos Nomes, de Tatiana Ferreira
Minha Primeira Bíblia, de Padre Reginaldo Manzotti
Rezando o terço com Jesus e Maria, Comunidade Maria Mãe de Deus

sábado, 12 de outubro de 2013

Como fazer o seu bebê dormir a noite inteira

Texto publicado pelo meu marido no seu blog, Memória e Identidade.
Não se deixem enganar por essa pitada de humor: ele é tímido!

~



As causas e efeitos do mundo podem ser explicados matematicamente? Há uma sistematização em todas as coisas do universo, que pode ser decifrada mediante princípios matemáticos? A sabedoria é um número? Por outro lado, não poderíamos nos perguntar se, na verdade, o nosso conhecimento não deveria ser fundado de uma maneira mais modesta, a partir do limitado aparato sensitivo humano, de modo que a busca por respostas certeiras para todas as coisas seja um empreendimento um tanto vão?

De maneira simplificada, podemos dizer que essas questões dividiram conclusões epistemológicas durante cerca de mil anos, entre as certezas matemáticas dos pitagóricos Platão e Galileu e o conhecimento que pode ser dito em muitos sentidos de Aristóteles e Tomás de Aquino. A despeito das abstrações profundas que tais questões levantam, elas dizem respeito a questões bastante cotidianas da condição humana.

Quando a Catarina nasceu, há pouco mais de quatro meses, eu e a minha mulher ansiávamos por respostas definitivas para todos os desafios que os cuidados com um bebê demandam. Qual é o padrão de “pega” do bico do seio para amamentação? O que fazer para a criança dormir a noite inteira? Qual é o significado de cada uma das variações de choro? Eu acreditava em duas estratégias para conseguir respostas. A primeira, um pouco mais imprecisa, viria da escuta das experiências dos familiares e amigos. E, quando uma criança nasce, opiniões sobre o que fazer com ela surgem como uma avalanche. Isso pode te esmagar! De qualquer maneira, eu pensava que poderíamos chegar a conclusões, testando e combinando os palpites. A outra estratégia para conseguir respostas, um pouco mais precisa do que a anterior, viria da leitura sistemática de obras renomadas sobre cuidado com bebês, entre os quais os pediatras do “Nana Nenê”, a enfermeira inglesa “encantadora de bebês”, além das respostas do nosso médico que atende lá perto do mercado da Vila Nova, que eu penso ter sido o pediatra da Cora Coralina.

Talvez, o sono seja a questão mais habitual de preocupação dos novos pais. O ser humano quer respostas precisas para todas as coisas da vida e, em relação ao sono do bebê, isso se manifesta nos truques, às vezes bastante cansativos, utilizados em cada casa. Há pais que precisam plantar bananeira para a criança dormir, porque esta parece ser a única técnica capaz de ninar o bebê. A resposta universal para o sono da criança se torna, portanto, virar a vida de cabeça para baixo.

Nos primeiros de vida, a Catarina dormia às duas horas da manhã e acordava às seis. Mas ela não demorou para dormir a madrugada inteira. No dia de seu batismo, com trinta e três dias, ela dormiu da meia-noite às seis. A Gaby estava bastante cansada por causa das preparações para o batismo e das consequências festivas. Então, com a minha segurança do tipo “pode dormir, porque se o mundo acabar, pelo menos a porta do nosso quarto estará trancada”, eu quis que a Gaby dormisse e fui passar a noite na sala, com a Catarina. Ela, no bebê conforto e eu, no sofá. Quando amanheceu, eu acreditei piamente que o segredo do sono estava no bebê conforto. Mas é claro que não era o caso. No dia seguinte, ela também dormiu a madrugada inteira, desta vez, no moisés, ao lado da cama de casal. Ela nunca teve problemas com a acomodação específica para dormir. Um mês depois, quando ela passou a dormir no seu próprio quarto, no berço, a transição se deu de forma bem sucedida.

As pessoas são curiosas a respeito do sono dos bebês. Quase todos perguntam se a Catarina dorme a noite inteira. Nossa resposta é afirmativa, mas há um porém. Durante o dia, as sonecas dela cumprem, quase sempre, apenas um ciclo de sono, que nos bebês dura cerca de quarenta minutos. Para os nossos ouvintes, inclusive o velho médico da Vila Nova, o padrão dela está ótimo, porque dormir a noite inteira já é um lucro. Por fim, nós nos contentamos também. Gosto daquele médico, porque ele fala pouco e, nessas alturas, depois de ter atendido todas as gerações que vieram depois da transferência da capital para Goiânia, parece já ter desistido de encontrar respostas. Certa vez, fomos num homeopata gaúcho que disse categoricamente que a Catarina não dormia desde que estava no ventre materno. Essa verdade dói.

O fato é que devemos nos contentar com este mundo, que não nos possibilita, sistematicamente, descobrir respostas definitivas para tudo. Isso pode parecer desconfortável, afinal todos queremos respostas, mas a matematização de todas as coisas da vida é uma violência. É melhor necessitar de um obscuro porto seguro onde, se “A” carecer, o consequente “B” poderá surgir por “C”, ou quem sabe, a sua ausência se revelará uma bênção, porque o consequente “D”, obtido por “E” e “F” será bem melhor. Matematizar a vida implica em defender obstinadamente “A” para sempre conseguir “B”. Mas a verdade matemática pode ser uma mentira de vida.

De qualquer maneira, admito que se o padrão matemático funciona, faz as pessoas felizes e não prejudica nada e nem ninguém, vale a pena insistir com ele. Penso, isto sim, que tal padrão não deve ser universalizado, mas pacientemente buscado para aplicação em casos específicos. O que fazemos para a Catarina dormir a noite inteira, eu não recomendaria para mais ninguém neste mundo, apesar de funcionar maravilhosamente. Em última instância, o padrão funciona, porque é algo que faz parte da rotina do casal e que nos deixa bem à vontade. Não é um sistema matematicamente fechado, mas um costume nosso que se adaptou às necessidades da Catarina.

Os pais devem lutar pelo sono dos bebês. Particularmente, nunca simpatizamos, nem eu e nem minha mulher, com a ideia de deixar o bebê chorar até dormir. Isso funciona em muitos casos, mas não é uma verdade universal. Aliás, eu penso que muitos bebês que não dormem a noite inteira possuem tal padrão devido ao não funcionamento daquela estratégia. O que fazemos, então, em nossa casa? Entre 19 e 22 horas, no período em que costumamos assistir a filmes e, pela primeira vez, na minha vida, séries, o sono preliminar da Catarina é defendido em nossos colos. Às vezes, antes das 22 horas, a Gaby coloca a Catarina no berço e esperamos até esse horário para ela tomar a última mamada do dia. Porém, muitas vezes, ela acorda e chora durante a mudança do ciclo de sono. Então, ela volta a ser mantida no colo até às 22 horas, porque o fato é que quanto mais ela fica acordada nas horas iniciais da noite, mais ela acorda durante a madrugada. Eu penso que no sono preliminar, no colo, das 19 às 22, ela consegue descansar devidamente, sem interrupções no ciclo para, em seguida, completamente repousada, dormir a noite inteira, sem que as transições a perturbem.

Sabemos que tal procedimento pode ser considerado por algumas pessoas como vicioso, mas o fato é que isso não vai durar muito tempo e, como se trata de uma defesa de processo fisiológico, tal mimo não implica necessariamente que ela se tornará uma criança mimada.

Devemos sempre desconfiar das opiniões pretensiosas a respeito da criação de filhos. Para cuidar de uma criança, a sabedoria necessária não é matemática, mas resultante do discernimento único de um casal. Para um casal discernir bem, é preciso uma confiança irrestrita em Deus, um no outro, e no fato de que não há respostas para todas as coisas. A partir desses fundamentos de confiança na perfeição divina e na imperfeição do mundo, é que os padrões matemáticos específicos, aos poucos, vão surgindo e sempre adequados à felicidade da família. Não é a fundamentação matemática que dará o padrão de criação dos filhos. As exigências platônicas não são deste mundo.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Planejamento Natural Familiar

Interessante como a maternidade amadurece as pessoas... A amamentação não é um caso grave para espaçamento de gravidez, mas talvez seja a única coisa que vem junto com um novo ser que não é motivo grave!

***

Aos Esposos Cristãos

25. E agora a nossa palavra dirige-se mais diretamente aos nossos filhos, particularmente àqueles que Deus chamou para servi-lo no matrimônio. A Igreja, ao mesmo tempo que ensina as exigências imprescritíveis da lei divina, anuncia a salvação e abre, com os sacramentos, os caminhos da graça, a qual faz do homem uma nova criatura, capaz de corresponder, no amor e na verdadeira liberdade, aos desígnios do seu Criador e Salvador e de achar suave o jugo de Cristo. [31]

Os esposos cristãos, portanto, dóceis à sua voz, lembrem-se de que a sua vocação cristã, iniciada com o Batismo, se especificou ulteriormente e se reforçou com o sacramento do Matrimônio. Por ele os cônjuges são fortalecidos e como que consagrados para o cumprimento fiel dos próprios deveres e para a atuação da própria vocação para a perfeição e para o testemunho cristão próprio deles, que têm de dar frente ao mundo.[32] Foi a eles que o Senhor confiou a missão de tornarem visível aos homens a santidade e a suavidade da lei que une o amor mútuo dos esposos com a sua cooperação com o amor de Deus, autor da vida humana.

Não pretendemos, evidentemente, esconder as dificuldades, por vezes graves, inerentes à vida dos cônjuges cristãos: para eles, como para todos, de resto, "é estreita a porta e apertado o caminho que conduz à vida".[33] Mas, a esperança desta vida, precisamente, deve iluminar o seu caminho, enquanto eles corajosamente se esforçam por "viver com sabedoria, justiça e piedade no tempo presente",[34] sabendo que "a figura deste mundo passa".[35]

Os esposos, pois, envidem os esforços necessários, apoiados na fé e na esperança que "não desilude, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações, pelo Espírito que nos foi dado"; [36] implorem com oração perseverante o auxílio divino; abeirem-se, sobretudo pela Santíssima Eucaristia, da fonte de graça e da caridade. E se, porventura, o pecado vier a vencê-los, não desanimem, mas recorram com perseverança humilde à misericórdia divina, que é outorgada no sacramento da Penitência. Assim, poderão realizar a plenitude da vida conjugal, descrita pelo Apóstolo: "Maridos, amai as vossas mulheres tal como Cristo amou a Igreja (...) Os maridos devem amar as suas mulheres como os seus próprios corpos. Aquele que ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque ninguém aborreceu jamais a própria carne, mas nutre-a e cuida dela, como também Cristo o faz com a sua Igreja (...) Este mistério é grande, mas eu digo isto quanto a Cristo e à Igreja. Mas, por aquilo que vos diz respeito, cada um de vós ame a sua mulher como a si mesmo; a mulher, por sua vez, reverencie o seu marido".[37]

~

10. Na missão de transmitir a vida, eles não são, portanto, livres para procederem a seu próprio bel-prazer, como se pudessem determinar, de maneira absolutamente autônoma, as vias honestas a seguir, mas devem, sim, conformar o seu agir com a intenção criadora de Deus, expressa na própria natureza do matrimônio e dos seus atos e manifestada pelo ensino constante da Igreja [10].

~

16. Se, portanto, existem motivos sérios para distanciar os nascimentos, que derivem ou das condições físicas ou psicológicas dos cônjuges, ou de circunstâncias exteriores, a Igreja ensina que então é lícito ter em conta os ritmos naturais imanentes às funções geradoras, para usar do matrimônio só nos períodos infecundos e, deste modo, regular a natalidade, sem ofender os princípios morais que acabamos de recordar [20].

A Igreja é coerente consigo própria, quando assim considera lícito o recurso aos períodos infecundos, ao mesmo tempo que condena sempre como ilícito o uso dos meios diretamente contrários à fecundação, mesmo que tal uso seja inspirado em razões que podem aparecer honestas e sérias. Na realidade, entre os dois casos existe uma diferença essencial: no primeiro, os cônjuges usufruem legitimamente de uma disposição natural; enquanto que no segundo, eles impedem o desenvolvimento dos processos naturais. É verdade que em ambos os casos os cônjuges estão de acordo na vontade positiva de evitar a prole, por razões plausíveis, procurando ter a segurança de que ela não virá; mas, é verdade também que, somente no primeiro caso eles sabem renunciar ao uso do matrimônio nos períodos fecundos, quando, por motivos justos, a procriação não é desejável, dele usando depois nos períodos agenésicos, como manifestação de afeto e como salvaguarda da fidelidade mútua.

Procedendo assim, eles dão prova de amor verdadeira e integralmente honesto.

Livros sobre Planejamento Natural Familiar