Páginas

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O Governo Dilma e o Aborto

Vídeo muito importante para nos esclarecermos acerca dos fatos que estão ocorrendo no Brasil. Para saber mais, acessem o site do Padre Paulo: www.padrepauloricardo.org.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Sobre o pecado original, por G. K. Chesterton


Julgo que este livro poderá começar onde se iniciou a nossa discussão - nas proximidades de um manicômio. Os modernos mestres da ciência, bem como os antigos mestres de religião, advogam a necessidade de se começar toda e qualquer investigação por um fato positivo. Eles começavam pelo pecado - fato esse tão positivo quanto as batatas. Quer o homem pudesse ou não ser banhado em águas miraculosas, não havia dúvida de que, de qualquer forma, essa ablução era necessária. No entanto, certos líderes religiosos em Londres, não meros materialistas, começaram atualmente a negar, não tanto a muito discutível água, mas a indiscutível sujeira. Alguns dos novos teólogos discutem o pecado original, que é a única parte da teologia cristã que pode ser realmente provada. Certos seguidores do Rev. R. J. Campbell¹, na sua quase excessiva e fastidiosa espiritualidade, admitem a pureza divina, que não pode ser vista nem mesmo em sonhos, mas negam essencialmente o pecado humano, que pode ser visto a toda hora nas ruas. Os maiores santos, assim como os céticos mais arraigados, tomavam, igualmente, o mal positivo como ponto de partida para a sua argumentação. Se é verdade (como de fato é) que um homem pode sentir uma estranha felicidade ao esfolar um gato, então o filósofo religioso pode fazer apenas uma dessas duas deduções: ou deve negar a existência de Deus, como fazem todos os ateus, ou deve negar a presente união entre Deus e esse homem, como todos os cristãos fazem. Os novos teólogos, no entanto, julgam ter encontrado uma solução altamente racional: negar o gato.

1: Reginald John Campbell (nascido em 1867) teólogo protestante inglês contemporâneo de Chesterton, que sustetava que o homem, carente de liberdade, não podia pecar, pois tudo o que fazia estava condicionado. Em sua "New Theology" (1907) proclamava a necessidade da abolição de todas as hierarquias (políticas, sociais e econômicas), libertando as classes operárias do regime capitalista.
_________________________

CHESTERTON, G. K. Ortodoxia. São Paulo: LTR, 2001.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Cartas de amor de uma santa



Cartas de amor de uma santa é um livro que reúne as cartas de Santa Gianna para seu marido, Pietro Molla. São setenta e três, escritas entre fevereiro de 1955 e fevereiro de 1961, e estão dividas em 4 capítulos: cartas da época de noivado, cartas dos primeiros anos de casamento, cartas da viagem do marido aos Estados Unidos e as últimas cartas. Ainda no início do livro há uma introdução com a biografia de Gianna.

É um livro muito significativo para a vida do casal e dos noivos. As cartas nos mostram o grandioso afeto pelo marido e pelos filhos e o amor à Deus. Gianna esforçava-se muito em sempre agradar Pietro, em ser a mulher que ele sempre quis e para alcançar as virtudes que ele merecia.

Suas cartas nos comunicam também as preocupações de uma mãe. Seu primeiro filho, Pierluigi, sofria de uma luxação no quadril e de hiperestesia do primeiro trato da faringe, que causava ânsias de vômito. Sua filha, Maria, corria o mesmo risco do irmão mais novo: de crescer com o quadril deslocado, e por isso teve de usar um aparelho ortopédico - que o irmão usava sempre - por dois meses. Também devido ao emprego do marido, que tinha de fazer várias viagens, Gianna sentia sempre muitas saudades e comovia-se pelo seu filho, que quando ouvia o barulho de algum carro, achava que era Pietro chegando.

Ao engravidar do seu quarto filho, Gianna teve muitas complicações. Devido a um fibroma, que poderia ter sido resolvido facilmente com um aborto, ela corria risco de morte. Era médica e sabia das dificuldades que poderiam acontecer durante a gravidez e até mesmo depois do parto. Mas nunca hesitou e disse que se fosse para salvar a vida de alguém, que salvassem o filho. Sofreu pela morte de sua menina recém-nascida e faleceu alguns dias após dar a luz. Foi beatificada por João Paulo II em 24 de abril de 1994.


18 de julho de 1957
quinta-feira à noite

Querido Pietro,
recebi ontem a sua carta de segunda-feira; hoje, a de terça! Meu Pietro, você é mesmo um tesouro! Saiba que me causam grande prazer e que me são de ótimo conforto as suas palavras de muito amor e, porque não me deixa nunca faltarem as suas cartas, sou infinitamente agradecida.
O nosso querido anjinho está acostumando-se com o aparelho; durante o dia, suporta-o muito bem; mas procuramos distraí-lo o máximo possível; de noite, dificilmente chora, acorda apenas para mudar de posição, mais ou menos a cada duas horas. Come com bom apetite e tem um rosto bastante corado, assim como o de um pastorinho. E isso devido ao esforço de seu querido papai, que soube escolher um lugarzinho encantador e sempre banhado pelos raios do sol, o dia todo. Alegro-me só em pensar que nos próximos 15 dias estará aqui também você para repousar e respirar as fresquíssimas brisas.
Ontem, das 13h30min às 15h, fomos todos passear, a 15 minutos de nossa casa, num lugarzinho muito bonito, e Pierluigi divertiu-se muito mesmo. Volta para casa sempre alegre, embora não saiba expressar-se com palavras, mostra a sua alegria, mexendo-se e agitando-se no seu aparelho. Depois dorme umas duas horas direto. Por volta das 18h30min termina o seu dia. Com um grande beijo para o seu papai, ele dorme!
Hoje, ao contrário, passamos o dia em Checrouit: despertamos esta manhã com um sol maravilhoso, um céu limpo e nada frio. Preparadas as mochilas e os equipamentos para a grande alegria de Flavio e Giancarlo, tomamos o teleférico e saímos. Pierluigi, muito animado, alegrava com seus gritinhos de alegria as pessoas que viajavam no teleférico.
Chegados ao cimo da colina, coloquei-lhe o aparelho e dormiu durante mais ou menos uma hora. Depois, tendo aumentado um pouco o vento, alcaçamos as primeiras estações de esqui; então Pierluigi esvaziou sua mamadeira com apetite. Sábado poderá ver que estão bastante bronzeados. Para voltar tranquilo, tome o seu segundo expresso.
Quão querido maridinho e quão santo papai têm as nossas crianças! Também no seu trabalho, que o consome demais, encontra tempo de pensar sempre em nós, de rezar muito pela sua familiazinha! Jamais conseguirei agradecer suficientemente o Senhor por ter-me dado um companheiro tão querido, bom, amoroso como o meu Pietro.
Espero que suas dores tenham passado e que a dor de dente permita-lhe alimentar-se e descansar.
Fiquei triste por ter-me esquecido de dar-lhe as ampolinhas reconstituintes. Antes de tudo há de fazer-lhe bem descansar no sossego de Coumayeur.
Agradeça à mamãe suas saudações carinhosas e retribua-lhe em meu nome e em nome de Pierluigi. Diga-lhe que estou tranquila, porque estou certa de que além dele não existe ninguém que possa fazer sentir a distância de sua família.
Até breve, Pietro, muitos e muitos beijos carinhosos de seu Pierluigi e de sua amadíssima
Gianna


Um excelente livro que o Rafa adquiriu para a nossa biblioteca.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Novo Código Penal pode descriminalizar infanticídio

O novo Código Penal Brasileiro prevê a legalização do aborto, a eutanásia e o assassinato de crianças com deficiências físicas e mentais.

Para ver o que poderá ser modificado, acesse:
http://www.ipco.org.br/home/wp-content/themes/inove/pdf/audiencia_publica_crimes_contra_vida.pdf 



Para assinar a petição, clique no link:
http://www.ipco.org.br/home/peticao-ao-senado

quinta-feira, 14 de junho de 2012

16 de Junho: Imaculado Coração de Maria


No dia 13 de junho de 1917, festa de Santo Antônio, Nossa Senhora de Fátima apareceu pela segunda vez a Lúcia, Jacinta e Francisco.

- Vossemecê que me quer?
A Senhora respondeu:
- Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o terço todos os dias, e que aprendais a ler. Depois direi o que quero.
Lúcia pediu-lhe a cura de um doente.
- Se se converter, curar-se-á durante o ano.
- Queria pedir-lhe para nos levar para o céu, continuou a menina.
- Sim; a Jacinta e o Francisco, levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração.
- Fico cá sozinha?, perguntou Lúcia, assustada.
- Não, filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.

Ao dizer estas últimas palavras, abriu as mãos, tal como fizera na aparição anterior, e comunicou-lhes outra vez a luz que lhe jorrava das palmas em dois feixes vivíssimos. As crianças ficaram envolvidas num resplendor celestial. "Nela nos víamos como que submergidos em Deus", escreveu Lúcia. "A Jacinta e o Francisco parecia estarem na parte dessa luz que se elevava para o céu e eu na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação.*
Durante a Segunda Guerra Mundial, o papa Pio XII colocou o mundo inteiro sob a especial proteção da Mãe de nosso Salvador, consagrando-o ao seu Imaculado Coração. Em 1944 declarou que toda a Igreja deveria celebrar a festa do Imaculado Coração de Maria. 
A profecia de Simeão (Lc 2, 34-35) abriu o caminho e forneceu à devoção uma de suas representações mais populares: o coração transpassado por uma espada.
Os indícios de devoção ao Imaculado Coração de Maria remontam ao século XII, mas somente no século XVII, com São João Eudes é que essa devoção foi propagada e tornada pública. 
Em 21 de junho de 1855, a Congregação dos Ritos aprovou o Ofício e a Missa do Coração de Maria Puríssima, sem, contudo, impô-los sobre a Igreja Universal.

* Adaptação do livro Nossa Senhora de Fátima, de William Thomas Walsh, 1996.

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus


Nos séculos XVI e XVII, Calvinismo e Jansenismo pregaram um cristianismo distorcido que substituiu o amor de Deus e o sacrifício do Seu Filho para a salvação de todos os homens pela ideia de uma humanidade condenada.
A devoção ao Sagrado Coração, que deposita no Coração de Nosso Senhor a confiança na misericórida divina e a certeza do Seu amor, começou antes das aparições de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque, mas foi a partir delas que se instituiu a festa.
O mês de junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, mas Igreja celebra a Solenidade na sexta-feira seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes. Neste ano de 2012, dia 15.

Clique AQUI para baixar a imagem do Sagrado Coração de Jesus para colorir.



terça-feira, 12 de junho de 2012

13 de Junho: Dia de Santo Antônio de Pádua


Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, em 1195, e morreu em Pádua, Itália, em 1231, aos 36 anos de idade. Aos 15 anos, entrou para o mosteiro agostiniano de São Vicente, mas a notícia dos mártires franciscanos no Marrocos fez com que ele se juntasse aos franciscanos em Coimbra. Também foi enviado como missionário ao Marrocos, mas ele ficou doente e na sua viagem de volta, o navio, levado para fora de curso, desembarcou na Sicília. Na Itália, encontrou São Francisco de Assis.

Tornou-se um pregador por acidente. Em uma cerimônia de ordenação, o pregador previsto faltou, e o superior de Antônio o designou para o púlpito. Sua eloquência agitou a todos e ele foi chamado para pregar em todo o norte da Itália. Devido ao seu sucesso em converter os hereges, foi chamado de "Martelo dos Hereges".

A morte do grande teólogo e pregador para as multidões deixou Pádua de luto. Foi canonizado depois de um ano de sua morte e proclamado Doutor da Igreja pelo papa Pio XII em 1946. É um dos santos mais populares da Igreja. É patrono: contra naufrágios, contra fome, dos barqueiros, dos viajantes, das colheitas, dos pescadores, dos pobres, dos artigos perdidos e inúmeras outras coisas.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A hélice e a ideia, por Eric Rohmer


Texto inédito em português. Clique nas imagens da revista para ter acesso ao texto original, republicado na Cahiers du cinéma, 357, de março de 1984. Tradução de Rafael Carneiro Rocha.

"Ele mesmo, por si mesmo, consigo mesmo, homogêneo, eterno." Platão
Perdoaria-se facilmente Hitchcock por fazer suceder ao austero O homem errado uma obra mais branda e acessível para as multidões. Talvez, essa foi a sua intenção quando decidiu filmar o romance de Pierre Boileau e Thomas Narcejac, “D’entre les morts”. Porém, o esoterismo de Um corpo que cai foi considerado desanimador pelos americanos. Por outro lado, a crítica francesa parece ter recebido o filme calorosamente. Aqui, Hitchcock foi colocado por nossos colegas no posto que sempre havíamos lhe colocado. E aqui estamos, ao mesmo tempo, privados da agradável tarefa de proporcionar a sua defesa.

Inútil pesquisar, portanto, em qualquer outro lugar a medida do gênio do cineasta. Hitch é ilustre o suficiente para que seja merecidamente comparado apenas consigo mesmo. Se a epígrafe que fiz no início desta crítica remete a uma frase de Platão (registrada por Egar Poe no cabeçalho de Morella, cujo argumento, em alguns pontos, se assemelha ao de Um corpo que cai), não é porque pretendo equiparar nosso cineasta ao filósofo essencial ou ao escritor imaginativo, mas porque, simplesmente, proponho, nesta chave, abrir mais portas do que se não tivesse optado por ela. Pena que isso se pareça um pouco pretensioso. A implicação de se tomar Hitchcock por um metafísico é de responsabilidade exclusiva do comentador, mas creio que isto é bem conveniente.
Um corpo que cai me parece, portanto, como o terceiro componente de um tríptico (1), cujos primeiros constituintes foram: Janela indiscreta e O homem que sabia demais. Estes três filmes são filmes arquitetônicos. Primeiramente, pela abundância de motivos arquitetônicos, no sentido estrito do termo, com que nos deparamos nesses filmes. A primeira meia hora de Um corpo que cai é um autêntico documentário sobre o cenário urbano da cidade de São Francisco. O pano de fundo nos fornece um certo número de casas, estilo 1900, nas quais a lente da câmera aprecia em se repousar, do mesmo modo que Hitchcock havia fixado certas locações da Riviera Francesa no filme Ladrão de casaca. A razão imediata e pragmática disso é criar uma aparência de desorientação no tempo. Simboliza-se o passado em que se dirigem o olhar do detetive e de sua investigada, uma suposta louca.



Durante  o filme encontraremos um outro modelo arquitetônico, mais antigo, de um mosteiro espanhol do século XVIII, relacionado, desta vez, ao tema mais importante do filme: a vertigem. Na torre que se encontra no topo do mosteiro essa relação se faz bem diretamente. E aqui a analogia que fizemos com os outros dois filmes se eleva. Em cada um deles, os heróis são vítimas de uma paralisia que afeta seus deslocamentos nos meios em que se encontram. Em Janela indiscreta, o meio é o espaço em que se encontra o repórter fotográfico, imobilizado numa cadeira de rodas. Em O homem que sabia demais, o médico e sua mulher sabem muito bem sobre o futuro, em conformidade com o próprio título, porém, ao mesmo tempo, sabem muito pouco: a paralisia, dessa vez, é a ignorância e o meio de ação não é mais o espaço, mas o tempo. Em Um corpo que cai, o detetive, interpretado novamente pelo esbelto James Stewart (uma piscadela aqui para o fotógrafo de Janela Indiscreta), é vítima também de uma paralisia, que é a vertigem. O meio aqui é constituído pelo tempo, mas não é aquele do pressentimento, orientado para o que há de vir. O meio é o tempo dirigido para o passado: o tempo da reminiscência.
Como os outros dois filmes, Um corpo que cai é um filme de puro “suspense”, isto é, de construção. O mote da ação não será constituído por uma marcha de paixões ou por uma trágica moral (como é o caso de Sob o signo de Capricórnio, A tortura do silêncio ou O homem errado), mas por um processo abstrato, mêcanico, artificial e exterior, pelo menos em aparência. Nos três filmes em análise,  o elemento motor não é constituído pelo homem; tampouco pelo destino, no sentido em que o entendemos, desde os gregos, mas pela forma mesma daqueles entes que são o Espaço e o Tempo. É claro que se pode debater infinitamente se há ou não “suspense” em Hitchcock. No sentido mais geral do termo, que trata do poder de manter o espectador em suspense, afirmaremos que sempre houve e, aqui, mais do que em qualquer outro lugar – embora a chave policial (pela qual se encerra a história) nos seja fornecida meia hora antes do fim. Sabíamos que não foram os mistérios de uma intriga policial, por mais perspicaz que esta fosse, que abriram as portas secretas de Hitchcock. O importante é que queríamos sempre saber – e saber mais na medida em que a verdade nos era fornecida, e que a solução do enigma não fez, até o último momento, o corpo da intriga se estourar, como uma bolha de sabão (uma crítica que poderia ser feita, por exemplo, a Ladrão de casaca). Aqui o suspense tem um duplo efeito: ele não somente nos sensibiliza para o que há de vir, como revaloriza também o passado. Porque o passado, nesse caso, não é uma massa desconhecida que o autor, por direito divino, mantém guardada e que, ao se revelar, desata todos os nós. O fato é que ele se torna ainda mais impraticável quando ressurge. À medida em que se dissipam as névoas da história, surge uma nova figura que, apesar de não conhecermos como tal, esteve sempre presente. Trata-se de Madeleine, que acreditávamos ser verdadeira, mas que não conhecíamos verdadeiramente. Em todo caso, ela era um verdadeiro fantasma, que só existia na mente do detetive.  Ela era uma ideia.


Assim como Janela indiscreta e O homem que sabia demais, Um corpo que cai é uma espécie de parábola sobre o conhecimento. Naquele primeiro filme, o protagonista fotógrafo virou as costas para o real (o que significa a própria vida) e via apenas as sombras nas paredes da caverna (2) (o seu próprio quintal). No segundo filme citado acima, onde a intuição feminina é que era bem sucedida, o médico que confiava demais na dedução policial perdia os rumos do seu objetivo. Em Um corpo que cai, o detetive se torna imediatamente atraído pelo passado (que se representa pelo retrato de Carlotta Valdès, aquela que a falsa Madeleine finge ser) e será, então, continuamente remetido para aparições de aparências. O detetive é apaixonado não por uma mulher, mas pela ideia de uma mulher. Mas, ao mesmo tempo, assim como nos dois outros filmes da trilogia, nós podemos distinguir um outro significado intelectual além do conhecimento, e aqui eu me refiro à moralidade. Stewart, também no filme Um corpo que cai,  não é apenas um infeliz trapaceado, mas um culpado, “falsamente culpado”, para empregarmos uma terminologia hitchcockiana, e isto indica, ainda mais, que ele é falsamente inocente. Por sua imperícia, ele é acusado pelo tribunal de ser responsável pela morte de uma mulher.  Mas se ele não fez nada que causou a morte de Madeleine, ele será, desta vez por sua perspicácia e por sua recuperada acuidade, responsável pela morte de Judy, que foi falsamente acusada por ele de cumplicidade.
Ao empregar o termo “parábola”, eu não pretendo atribuir ao filme Um corpo que cai algum tipo de aridez ou de falta de realismo. Porque o caso é que não se trata de uma história. No máximo, se vislumbra aqui e ali, como em todos os filmes de Hitchcock, pequenas distorções à verossimilhança – um desprezo, digamos, por certas “justificações” – que já havia afligido a alguns espectadores. Se Um corpo que cai está imerso numa atmosfera feérica, a névoa está na mente do herói, e não no espírito do seu autor, sendo que isto não danifica em nada o realismo ordinário que vigora. Admiremos, pelo contrário, essa arte em que o cineasta cria a impressão do fantástico por meios mais indiretos e mais discretos, e repreendamos especialmente como, num filme tematicamente próximo como As diabólicas, nossos nervos são provocados a todo instante. A impressão de estranhamento é produzida por atenuação, não por hipérbole: assim, a primeira parte é filmada quase inteiramente em planos gerais. O episódio satírico que nos distrai,  que são as relações entre o detetive e a desenhista, é tratado com um humor razoavelmente discreto que impede, por um momento, que retiremos os pés do chão. A presença desses pormenores que nos são familiares não obedecem apenas a um jogo de compensação: eles nos ajudam também a compreender melhor o personagem, fazendo com que sua loucura nos seja mais intimamente reconhecida, de modo que aquilo não surja como loucura, mas como um certo desvio da mente humana – uma mente cuja natureza, talvez, seja girar ciclicamente. Toda a passagem em que Stewart se torna um Pigmaleão (3) é admirável, de modo que quase perdemos o fio condutor da história. Atentos aos esforços do protagonista em vestir uma mulher exatamente como ele crê que ela é, chegamos a um ponto de observação em que esta é justamente a história mesma do filme.  Toda a profundidade de Hitchcock está na forma, isto é, no “processamento”. Como o olhar de Ingrid Bergman em Sob o signo de capricórnio, esta remoção de maquiagem – que, de fato, é uma aplicação – é para ser vista e não para ser dita com palavras.



Finalmente, neste filme silencioso e lustroso,  as falas ofegantes do detetive no fim,  ainda mais do que o seu beijo ardente na mulher que ele tenta em vão fazer ressurgir de entre os mortos, introduzem uma dimensão até aqui curiosamente ausente nessa história de amor: a paixão. Não é uma conclusão retórica, mas uma passagem para a expressividade, assim como o monólogo de Bergman em Sob o signo de capricórnio. Pouco importa que essa eclosão chegue tarde, uma vez que o filme é caracterizado por uma dupla corrente, na qual o futuro e o passado trocam incessantemente suas posições. À luz desse vibrante ato de acusação, todo o filme ganha uma nova coloração: desperta-se o que estava adormecido e ao mesmo tempo morre-se o que estava vivo; e o herói triunfa em vão de sua vertigem. Novamente, ele se depara apenas com o vazio sob os seus pés.

Haverá, claramente, outros paralelos a serem feitos além daqueles que sugeri com os dois filmes estrelados por James Stewart. Que me seja permitida ainda mais uma comparação, desta vez com o filme Pacto sinistro. Sabemos como esse filme deve, não apenas em rigor, mas em lirismo, à obsessiva presença de um par de motivos geométricos: a linha reta e o círculo. Em Um corpo que cai, a figura em questão – que Saul Bass nos desenha nos créditos – corresponde ao espiral, ou mais especificamente à hélice. A linha reta e o círculo se combinam por meio de uma terceira dimensão: a profundidade. Em sentido estrito, não encontramos mais do que duas espirais materializadas em todo o filme, que são a mecha de cabelo na nuca de Madeleine, cópia daquela de Carlotta Valdés ( e não esqueçamos que isso é o que desperta o desejo do detetive); e aquela da escadaria que sobe à torre.  Para o resto, a hélice será uma ideia. Sugerida por seu cilindro de revolução, ela se representa pelo campo de visão de Stewart, quando, ao dirigir, segue o carro de Novak; pelas copas das árvores na estrada; pelos troncos de sequóias; pelo corredor mencionado por Madeleine, e que o detetive encontra num sonho (um sonho, confesso, cujos padrões chamativos se chocam com a graciosidade sóbria das paisagens reais), e muitos outros motivos que só podem ser detectados ao longo de várias visitas ao filme. A copa da milenária sequóia e o travelling circular (o fato é que o tema é que gira) em torno do beijo pertencem também à mesma família das ideias. É uma família vasta, composta por muitas alianças. A geometria é uma coisa e a arte é uma outra. Não se trata de encontrar uma espiral em cada plano do filme, como nos jogos de adivinhar cabeças de homens nos desenhos de folhagens, do mesmo modo que as cruzes em Scarface (4)  (um triunfo magnificamente conduzido, mas um triunfo, no entanto). Essa matemática deve deixar uma porta aberta para a liberdade. Poesia e geometria, longe de romperem uma a outra, navegam juntas. Percorremos o espaço da mesma maneira que percorremos o tempo – e assim os nossos pensamentos  e os pensamentos dos personagens também caminham. São apenas sondagens, ou mais precisamente, espirais para o passado. Tudo forma um círculo, mas o laço não se desenrola e a  revolução nos conduz sempre um pouco mais para as profundezas das reminiscências. Às sombras, se sucedem sombras (e simulacros aos simulacros); não como as divisórias que se escamoteiam ou como os espelhos que se refletem infinitamente, mas por uma espécie de movimento mais inquietante ainda, sem solução de continuidade, e que possui tanto a suavidade do círculo como a agudeza da linha reta. Ideias e formas seguem a mesma rota, e porque a Forma é pura, bela, rigorosa e surpreendentemente rica e livre, podemos dizer que os filmes de Hitchcock, e Um corpo que cai em primeiro lugar, têm por objetos – além daqueles que sabem atingir os nossos sentidos – as Ideias, no sentido nobre e platônico do termo.

(Publicado inicialmente na revista Cahiers du cinéma, 93, em março de 1959)

Notas do tradutor:

1. Um tríptico, é geralmente, um conjunto de três pinturas unidas por uma moldura tríplice (dando o aspecto de serem uma obra), ou somente três pinturas juntas formando uma única imagem. Considerada uma criação cristã, é atualmente utilizada em quadros devocionais e em outros gêneros.

2. Referência à alegoria da caverna, apresentada por Platão no livro VII de A República.

3. Referência ao personagem da mitologia grega que forja, numa estátua, a sua mulher ideal. No século XX, o dramaturgo Bernard Shaw fez reviver o mito, na peça teatral Pigmalião, em que um professor erudito transforma uma mulher vulgar numa dama da alta sociedade.

4. No filme Scarface, de 1932, o diretor Howard Hawks decidiu inserir, por representações visuais não muito explícitas, o símbolo “X” sobre cada uma das vítimas do facínora. Esse recurso de Hawks (reconheçamos, como Rohmer, uma espécie de joguinho virtuoso, mas sem muito sentido para a obra em si), foi “homenageado” por Martin Scorsese no filme Os infiltrados.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Junho: Mês Dedicado ao Sagrado Coração de Jesus


Desde o século XVI, os católicos dedicam meses inteiros para devoções especiais. O mês de junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. O objeto da devoção é o Coração Humano de Cristo, que é unido à Sua divindade e um símbolo do Seu amor por nós. 
No entanto, essa devoção não se "converta em vã credulidade, que na ordem da salvação, anule as exigências absolutamente necessárias de Fé operante e do propósito de levar uma vida conforme o Evangelho"¹.
As formas de devoção ao Coração do nosso Salvador são numerosas. Entre elas, a principal, segundo Pio XI, é a Consagração Pessoal. Há também a Consagração das Famílias, as Ladainhas do Sagrado Coração de Jesus, o Ato de Reparação e a prática das Nove Primeiras Sextas-feiras.

Cada família pode estabelecer suas orações durante todo o ano, mas especialmente este mês é recomendável que se faça pelo menos a Consagração Pessoal diariamente.

Consagração Pessoal
(Santa Margarida Maria Alacoque)

 
Eu (nome), Vos dou e consagro, ó Sagrado Coração de Jesus Cristo, minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte de meu ser senão para Vos honrar, amar e glorificar.
É esta minha vontade irrevogável: ser todo Vosso e tudo fazer por Vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto Vos possa desagradar. Tomo-Vos, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto de meu amor, protetor de minha vida, segurança de minha salvação, remédio de minha fragilidade e de minha inconstância, reparador de todas as imperfeições de minha vida e meu asilo seguro na hora da morte.
Sede, ó coração de bondade, minha justificação diante de Deus, Vosso Pai, para que desvie de mim Sua justa cólera. Ò coração de amor! Deposito toda a minha confiança em Vós, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa bondade!
Extingui em mim tudo o que possa desagradar-Vos, ou se oponha à Vossa vontade. Seja o Vosso puro amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-Vos, nem separar-me de Vós. Suplico, por Vosso infinito amor, que meu nome seja escrito em Vosso coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como Vosso escravo. Amém.


Ato de Consagração das Famílias 
(Aprovado por São Pio X em 1908)

SAGRADO CORAÇÃO de Jesus, que manifestastes a Santa Margarida Maria o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, nós vimos hoje proclamar Vossa realeza absoluta sobre a nossa família.
Queremos, de agora em diante, viver a Vossa vida, queremos que floresçam, em nosso meio, as virtudes às quais prometestes, já neste mundo, a paz.
Queremos banir para longe de nós o espírito mundano que amaldiçoastes.
Vós reinareis em nossas inteligências pela simplicidade de nossa fé; em nossos corações pelo amor sem reservas de que estamos abrasados para convosco, e cuja chama entreteremos pela recepção frequente de vossa divina Eucaristia.
Dignai-Vos, Coração Divino, presidir as nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as aflições, santificar as nossas alegrias, aliviar as nossas penas.
Se, alguma vez, algum de nós tiver a infelicidade de Vos ofender, lembrai-Vos, ó Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador arrependido.
E quando soar a hora da separação, nós todos, os que partem e os que ficam, seremos submissos aos Vossos eternos desígnios. Consolar-nos-emos com o pensamento de que há de vir um dia em que toda a família, reunida no Céu, poderá cantar para sempre a Vossa glória e os Vossos benefícios.
Digne-se o Coração Imaculado de Maria, digne-se o glorioso Patriarca São José apresentar-Vos esta consagração e no-la lembrar todos os dias de nossa vida. Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai.



Ladainha do Sagrado Coração de Jesus
 (Aprovada por Leão XIII a 2 de abril de 1899)
 
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe,
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus,
Coração de Jesus, de majestade infinita,
Coração de Jesus, templo santo de Deus,
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu,
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade,
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor,
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor,
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes,
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor,
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações,
Coração de Jesus, no qual estão os tesouros da sabedoria e da ciência,
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade,
Coração de Jesus, no qual o Pai pôs as Suas complacências,
Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós recebemos,
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,
Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia,
Coração de Jesus, rico para todos os que Vos invocam,
Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade,
Coração de Jesus, propiciação pelos nossos pecados,
Coração de Jesus, saturado de opróbrios,
Coração de Jesus, esmagado pelos nossos pecados,
Coração de Jesus, feito obediente até a morte,
Coração de Jesus, atravessado pela lança,
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição,
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação,
Coração de Jesus, vítima dos pecadores,
Coração de Jesus, salvação dos que esperam em Vós,
Coração de Jesus, esperança dos que morrem em Vós,
Coração de Jesus, delícia de todos os santos,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,

V. Jesus, manso e humilde de coração.
R. Fazei nosso coração semelhante ao vosso.

Oremos: Deus onipotente e eterno, olhai para o Coração de vosso Filho diletíssimo e para os louvores e as satisfações que ele, em nome dos pecadores, vos tributa; e aos que imploram a vossa misericórdia concedei benigno o perdão, em nome de vosso mesmo Filho Jesus Cristo, que convosco vive e reina, em união com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.



Ato de Reparação
(Papa Pio XI)

Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é deles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados, diante do vosso altar, para Vos desagravar-mos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é de toda parte alvejado o Vosso dulcíssimo Coração. Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar, imploramos a Vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, mas também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade não Vos querendo como pastor e guia, ou, faltando às promessas do batismo, sacudiram o suavíssimo jugo da Vossa santa Lei.
De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-Vos, mas particularmente dos costumes e imodéstias do vestir, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfêmias contra Vós e Vossos santos, dos insultos ao Vosso vigário e a todo o Vosso clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino Amor, e enfim, dos atentados e rebeldias oficiais das nações contra os direitos e o magistério da Vossa Igreja.
Oh, se pudéssemos lavar com o próprio sangue tantas iniquidades! Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, Vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação que Vós oferecestes ao Eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar todos os dias sobre os nossos altares.
Ajudai-nos, Senhor, com o auxílio da Vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a viveza da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e pelos nossos próximos, impedir por todos os meios novas injúrias à Vossa divina Majestade e atrair ao Vosso serviço o maior número de almas possível.
Recebei, oh! benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria Santíssima Reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes até á morte no fiel cumprimento dos nossos deveres e no Vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à Pátria bem-aventurada, onde Vós, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Assim seja.


Nove primeiras Sextas-feiras

Jesus apareceu inúmeras vezes a Santa Margarida Maria Alacoque. No ano 1675, durante a festa de Corpus Christi, mostrando Seu Coração Divino, Nosso Senhor disse à santa:
"Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor. Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências, sacrilégios, e pela tibieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia. Entretanto, o que Me é mais sensível é que há corações consagrados que agem assim. Por isto te peço que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para  honrar Meu Coração, comungando neste dia, e O reparando pelos insultos que recebeu durante o tempo em que foi exposto sobre os altares”.

Também, numa sexta-feira durante a Comunhão, disse a ela:
“Prometo-te, na excessiva misericórdia do meu Coração, que o seu amor onipotente obterá a todos aqueles que comunguem nove primeiras sextas-feiras do mês seguidas a graça da penitência final, que não morrerão na minha desgraça, sem receber os seus sacramentos e que o Meu divino Coração será o seu refúgio assegurado no último momento”


 As promessas de Jesus aos devotos do Seu Sagrado Coração

1. A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.

2. Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.

3. Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.

4. Eu os consolarei em todas as suas aflições.

5. Serei seu refúgio seguro na vida, e principalmente na hora da morte.

6. Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.

7. Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.

8. As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.

9. As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.

10. Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.

11. As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.

12. A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

***
1 - Diretório Sobre a Piedade Popular, da Congregação para o Culto Divino

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Igreja doméstica: Corpus Christi



Na Igreja Doméstica, os Dias de Festa podem (e devem) ser comemorados também com as crianças. Cada família tem uma maneira própria de comemorar. Aqui, sugerimos uma atividade que todos gostam: colorir. Para inaugurar essa nova seção do blog, iniciaremos com os desenhos da Solenidade de Corpus Christi, que será celebrada no próximo dia 7.



Os desenhos foram tirados do blog Desenhos para colorir.