Páginas

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Jejum e abstinência


Jejum sem oração é dieta!


§ 5o - Do quarto preceito da Igreja

493) Que nos manda o quarto preceito da Igreja com as palavras jejuar e abster-se de carne quando manda a Santa Madre Igreja?

O quarto preceito da Igreja: jejuar e abster-se de carne quando manda a Santa Madre Igreja, manda-nos que jejuemos e nos abstenhamos de carne na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa; e que nos abstenhamos de carne em todas as sextas-feiras do ano. Esta abstinência pode ser comutada por outra obra pia, a juízo do Bispo Diocesano.

494) Em que consiste o jejum?

O jejum consiste em tomar uma só refeição, durante o dia, e em não comer coisas proibidas.

495) Nos dias de jejum, além da única refeição, é proibido tomar qualquer outro alimento?

Nos dias de jejum, a Igreja permite uma pequena parva pela manhã, e uma ligeira refeição à noite, ou, então, cerca do meio-dia, quando se deixa para a tarde a refeição maior.

496) Para que serve o jejum?

O jejum serve para nos dispor melhor para a oração, para fazer penitência dos pecados cometidos, e para nos preservar de cometer outros novos.

497) Quem é obrigado a jejuar?

São obrigados a jejuar todos os cristãos, desde os vinte e um anos completos até aos sessenta começados, se não estão dispensados ou escusados por legitimo impedimento. A abstinência começa a obrigar aos catorze anos.

498) Estão também dispensados de toda a mortificação os que não estão obrigados a jejuar?

Os que não estão obrigados a jejuar, nem por isso estão dispensados de toda a mortificação, porque todos temos obrigação de fazer penitência.

499) Para que fim foi instituída a Quaresma?

A Quaresma foi instituída a fim de imitarmos, de algum modo, o rigoroso jejum de quarenta dias que Jesus Cristo observou no deserto, e a fim de nos prepararmos, por meio da penitência, para celebrar santamente a festa da Páscoa.

500) Qual o fim do jejum do Advento?

O jejum do Advento foi instituído para nos dispor a celebrar santamente a festa do Natal.


501) Para que foi instituído o jejum das Quatro Têmporas?

O jejum das Quatro Têmporas foi instituído para consagrar cada uma das quatro estações do ano com a penitência de alguns dias; para pedir a Deus a conservação dos frutos da terra; para Lhe dar graças pelos frutos já concedidos, e para Lhe pedir que dê à sua Igreja santos ministros, que são ordenados nos sábados das Quatro Têmporas.

502) Para que foi instituído o jejum das vigílias?

O jejum das vigílias foi instituído a fim de nos prepararmos para celebrar santamente as festas principais.

503) Que nos proíbe a Santa Igreja nos dias de jejum e abstinência?

Quando a pessoa não está legitimamente dispensada, deve no dia de jejum e abstinência tornar uma só refeição plena, podendo fazer duas outras pequenas, uma pela manhã e outra à tarde, que evite grave dano, como, por exemplo, uma forte dor de cabeça. Nos dias de abstinência, proíbe o uso da carne e do caldo de carne.

504) Por que a Igreja quer que nos abstenhamos de comer carne a sexta-feira?

A fim de que façamos penitência todas as semanas, e sobretudo à sexta-feira, em honra da Paixão de Jesus Cristo.


Catecismo de São Pio X

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Educação precisa de dimensão religiosa

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 5 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – O secretário de Estado de Bento XVI, cardeal Tarcisio Bertone, presidiu a beatificação de uma monja italiana que foi líder em sua época da educação das mulheres. O prelado advertiu que deixar de lado a dimensão religiosa da pessoa empobrece a educação.

Esta foi a mensagem do cardeal Bertone no último domingo, em Ivres (Itália), na beatificação de Antonia Maria Verna (1773-1838).

O cardeal destacou a validez atual das ideias educacionais da religiosa, dizendo que nos recordam a necessidade vital de escolas nas quais a dimensão religiosa “se revele em todos os seus possíveis potenciais, para o desenvolvimento humano total”.

“Muitas vezes, percebemos que as pessoas têm medo de dar espaço à dimensão religiosa da vida, que é inerente ao coração humano”, disse. Lamentou a tendência a “escondê-la no âmbito privado da pessoa. Esta atitude empobrece grandemente a atividade educacional”.

A mensagem da Madre Verna “nos convida a não ter medo de educar as pessoas nas decisões que exigem que Jesus continue presente na Igreja”, disse o funcionário do Vaticano.

“Colaborando com as autoridades civis da sua época, a Madre Antonia se comprometeu com uma forma de educação (…) que poderia chegar a um maior número de crianças e ajudá-las a desenvolver todas as dimensões da sua personalidade, completa e harmonicamente”, explicou.

O número de escolas fundadas pelas Irmãs da Caridade da Imaculada Conceição, da Madre Verna, “nos convida a considerar, hoje mais que nunca, o papel das instituições que desfrutam da paridade com as escolas públicas como um fator que enriquece a educação de uma nação”.

O cardeal destacou que as escolas dirigidas pelas Irmãs da Caridade na Europa, América, Oriente Médio e África produziram “gerações de professores que foram – e continuam sendo – verdadeiros educadores, cuja contribuição para o desenvolvimento cultural e social dos seus países é muito difícil de se avaliar e facilmente esquecida”.